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{Resenha} As Intermitências da Morte - José Saramago

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Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535907254
Ano: 2005
Páginas: 208
Sinopse
No dia seguinte ninguém morreu. O facto, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenómeno semelhante, passar-se um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e nocturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar.
"Saberemos cada vez menos o que é um ser humano."
Livro das previsões.

"As Intermitência da Morte" é um romance em duas partes, duas histórias sobre a morte que terminam com o  mesmo problema. Sem a morte ninguém morre e tudo vira um caos!
Esse ser funesto que tanto nos preocupa  resolveu fazer greve, estava cansada e magoada com as pessoas, pois trabalhava tanto, sem folga e nunca recebera um muito obrigada ou qualquer coisa que valha.
Suas "férias" foi recebida com alegria por todos até as desordens começarem a acontecer , a morte não disse de quanto tempo estaria de greve - O dono da funerária e o  coveiro ficaram no prejuízo não tinham como trabalhar, os hospitais e asilos lotados, as igrejas sem fieis, enfim tudo desestabilizado. Mas nessa vida dá-se um jeito pra tudo! rs
E é claro que houve pessoas que começaram a  ganhar dinheiro com isso, inclusive o Governo... E a Mafia se instala naquele pequeno País. Nessa primeira parte Saramago consegue nos fazer refletir sobre a nossa condição diante de fatos trágicos e mesmo absurdamente irreal como essa história, descobrimos que somos o que somos!

Na segunda parte a morte se vê confusa e intrigada, ela ordena para que uma pessoa morra, mas isso não acontece!  As cartas simplesmente voltam, então ela resolve averiguar pessoalmente, digo, tomando a forma humana.
Segundo Saramago a Morte é jovem, na faixa dos trinta e seis anos e muito formosa e  ao fazer greve foi movida pelas agruras  do ofício, fica demonstrado   de fato, que  a Morte tem sentimentos, portanto também  pode se apaixonar...
E em suas investigações sobre o "violoncelista" tal homem que não morre, ela conhece o amor...
Gostei mas dessa parte do que da primeira, Saramago com muito bom humor, irônico diga -se de passagem, mas impecável,  aborda bem  a questão  o fim da vida , afinal todos nós, acredito eu, gostaria de viver para sempre e o assunto morte é sempre triste, doloroso, na primeira parte a Morte sente raiva de ser maltratada  pela humanidade e decide  dar o troco, uma pequena vingancinha he he he!  Na segunda se sentindo triste e deprimida, encontra  a resposta no amor . No dia seguinte ninguém morreu.
Gostei muito e recomendo!

2 comentários :

  1. Não tem como ler Saramago e não se apaixonar. A escrita diferenciada, os enredos inteligentes, a fórmula perfeita! Sou apaixonada por esse livro!

    Abraços!

    www.universodosleitores.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Verdade mesmo!Ele tem uma fina ironia na língua! rsrsr
      Bjs

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